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Entrevista a Maria Vegas: "Reconectarmo-nos connosco próprios não se faz num salto, mas sim em vários"

3 de novembro de 2025 · 6 min de leitura

Maria Vegas não gosta da palavra "transformação". Prefere "processo" — uma palavra menos vendável, mas mais honesta. "Vivemos rodeados da ideia de que um dia acordamos diferentes. Não é assim que funciona. Reconectarmo-nos connosco próprios não se faz num salto, mas sim em vários", diz-nos, sentada no jardim de casa, onde gravámos esta conversa.

Ao longo da entrevista, Maria fala sobre os anos em que viveu "em piloto automático", a produzir resultados sem nunca perguntar a si própria se era aquilo que queria. A viragem começou, diz, com pequenas perguntas feitas em voz alta: "O que é que eu sinto agora, neste corpo, neste momento?"

Para quem está a começar este caminho, o conselho é simples e nada espetacular: "Comece pelo corpo. A respiração, o sono, a comida. A mente segue depois — mas raramente ao contrário." Sobre os retrocessos, que para ela são inevitáveis, é direta: "Um dia mau não apaga o trabalho todo. Só significa que amanhã há mais um salto para dar."

A conversa termina com uma reflexão que resume bem o espírito desta edição da Humanamente: a de que o bem-estar não é um destino, mas um conjunto de escolhas pequenas, repetidas, imperfeitas — e sempre em processo.